sexta-feira, 11 de maio de 2012

Como vai funcionar a poupança daqui para frente?

A poupança sempre teve uma característica interessante, podem cair os céus e terra e a poupança renderia no final do ano algo em torno de 6,5%. Se o mundo estivesse numa situação totalmente confortável, a poupança renderia algo em torno de 6,5% ao ano. É o tipo de investimento que desde sua criação nunca mudou sua forma de rentabilizar, até agora. No dia 03/05 o governo anunciou as novas regras para a poupança. 

Dependendo da variação da SELIC a remuneração da poupança tende a mudar, por quê? Porque vários investimentos (CDBs, Fundos, Títulos de Investimento) são atrelados à SELIC, por isso com a queda da taxa básica também se reduz o rendimento dos investimentos ligados a ela, inclusive podendo render menos que a poupança.

Talvez você pergunte o seguinte: Mas como isso pode acontecer se um título ou um fundo promete pagar algo bem próximo a SELIC (hoje: 9%)? Simples, os fundos, títulos etc cobram taxas de administração e imposto de renda. Com a queda da SELIC, mais esses descontos, no final você pode ter um rendimento próximo ou inferior a poupança que não tem desconto algum. Assim seria melhor que os investidores tirassem seus recursos dos títulos públicos e dos fundos e colocassem na poupança. Os bancos precisam desses investimentos para realizar suas operações pois 65% da poupança obrigatoriamente tem que ser destinado a financiamentos imobiliários. O governo também precisa dos recursos dos títulos públicos para financiar diversos empreendimentos no país, assim, o dinheiro tem de permanecer nesses investimentos de alguma forma, como? Reduzindo a rentabilidade da poupança.

A tabela abaixo retirada do site G1 mostra como o rendimento da poupança funcionará


Impacto dessa mudança

De imediato, se as pessoas começarem um "êxodo" da poupança, a abertura de crédito para imóveis pode reduzir. Assim, outros investimentos como CRIs, LCIs (Clique aqui para saber mais), FII (Fundos de investimento imobiliário) tendem a ser incentivados com objetivo de captar mais recursos para o financiamento de imóveis.

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